Anne Thompson: Por que você escolheu a estrela de “Crepúsculo” Robert Pattinson, como o seu frio Mestre do Universo de 28 anos?
David Cronenberg: Claro que você começa com o básico. Ele tem a idade certa para o personagem? Será que ele convence com a presença na tela? Obviamente você precisa de alguém com carisma para segurar a audiência pelo filme inteiro. Ele está em cada cena, sem exceção, isso é incomum. Você quer alguém estabilizado, que as pessoas querem assistir, que nunca vai ser chato. Eu sabia que ria levar o seu rosto por todo o filme, então eu queria alguém cujo rosto está constantemente mudando, através de todos os ângulos. E ele tinha que ter uma capacidade de resistência em diálogos complicados. A arte de elenco é intuir, ver a partir do que ele fez antes para que pudesse fazer isso.
AT: Houve alguma performance em especial que lhe deu mais confiança?
DC: Eu o vi em “Little Ashes” como o jovem Salvador Dali. Ele fez um sotaque espanhol, não teve medo de interpretar um personagem de sexualidade ambígua e exc}entrico. Isso provavelmente de todas as coisas que eu vi, me fez pensar que ele era o cara certo.
AT: Você escalou Pattinson com um certo fator de simpatia em mente, para que o público gostasse dele, apesar do personagem que ele está interpretando? Você sentia alguma vulnerabilidade?
DC: Eu realmente não me importo. Eu quero que o personagem principal em um filme seja interessante, fascinante e complexo, mas ser simpático para mim está fora da lista. Não está na lista, porque é uma coisa simples para o personagem principal ter que ser simpático. Ele tem que ser assistível, essa é a chave, e fascinante, e simpático se isso funcionar para o projeto, tudo bem, que ele seja simpático. Se não, eu não me preocupo com isso. Existem atores que não querem interpretar personagens desagradáveis, com medo de que isso vá danificar a sua credibilidade como estrelas ou afetá-las pessoalmente. Atores que estão mais interessados em ser atores do que estrelas, como Viggo Mortensen, não se preocupa em ser simpático ou não na tela.
AT: Como Pattinson te surpreendeu?
DC: Ele literalmente me surpreendia a cada dia, enquanto lia o diálogo e a interação com os outros atores. Estávamos jogando elementos diferentes para ele quase todos os dias por causa da estrutura do roteiro. Ele realmente se ampliava nas cenas. Com um ator no final, Paul Giamatti, ele realmente se deixou levar, ele não se apegou a uma ideia preconcebida do que deveria estar fazendo. Ele reagiu espontaneamente aos outros atores, eles o surpreendia e ele os surpreendeu. Ele foi ótimo e não foi previsível e morto com a precisão.
AT: Quantas tomadas você fez?
DC: Uma ou duas. O conjunto da última cena foi uma tomada tomada com Giamatti, três minutos de uma cena de 22 minutos.
Post: Mel
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