20 junho 2011

TENIR MA MAIN - CAPÍTULO I

Olá pervinhass do meu coração! Prontas para se viciarem em mais uma LongFic no Thepervas? Essa FIC é uma história, paralela a vida de Robsten, onde Kristen e Edward não são atores, mas mesmo assim se cruzam e...Ahhhhhhh vão ler, vai valer a pena! Ótima leitura!

Classificação: Maiores de 17 anos
Autora: Lore Volturi
Gênero: Romance/Drama 
Aviso: Sexo/Lemons

Capítulo I



Estávamos em uma parte tão suja de Londres, que eu só ouvira falar, nunca tinha andado por aqui. Depois de passar horas procurando, a encontrei perto da ponte de Willinton. Quase irreconhecível. Me aproximei devagar.



-NÃO, não chegue perto de mim.


-Krist...


-Não, não...não fala comigo, vai embora! - Ela chorava muito, seus olhos estavam inchados e muito vermelhos, eu sabia que ela podia ter tomado alguma coisa, mas preferi pensar que os olhos vermelhos eram de choro. Ela andava de um lado para o outro. A maquiagem preta escorria pelas bochechas rosadas. – Você não entende! Você não entende nada! Se você ficar aqui comigo, você vai pro mesmo buraco que eu.


A camisa rasgada, ela passava a mão nos cabelos com força. Nunca tinha visto ela desse jeito. Ignorei as últimas palavras dela e insisti.


-Você deve estar com frio, vem deixa eu te levar pra casa.


Ela explodiu.


-VOCÊ NÃO ENTENDE! – Os olhos estavam cheios de desespero. – Ele vai me matar!Ele veio pra me matar!


Eu sempre tive uma queda por garotas com problemas, mas agora eu estava sentindo que a Kristen seria a pior de todas. Ela exalava medo, nunca tinha notado tanto medo nos olhos de alguém. Eu me aproximei com cuidado para ela não fugir. Ela ficou parada e em seguida desmoronou em mais lágrimas e pânico. Me abaixei um pouco pra lhe olhar nos olhos.


-Não vou deixar nada te acontecer. – Me levantei e estendi a mão pra ela segurar. – Por favor, vem comigo. Vamos sair daqui.


-Você não sabe o que está fazendo Rob. – Ela soluçava e tremia de frio.


-Eu estou ajudando, er... uma amiga. – fingi uma tosse. -É isso que eu estou fazendo.


Ela sempre se divertia, quando me via sem jeito. O modo como eu falei ‘amiga’, fez com que ela desse um sorriso. Mas seus olhos ainda estavam preocupados.


-Você não vai gostar de mim, quando eu terminar de contar a minha história.


-Bem, esse é um risco que eu vou correr.


Ela se levantou e foi andando na minha frente, mas não segurou a minha mão.






Mais um buraco

Kristen POV


LAX - Los Angeles – CA, 30 de setembro de 2009 – 00h45min


O vôo estava atrasado mais ou menos uma hora. Não restava mais unha para roer, a sala de espera estava abarrotada de pessoas dormindo encostadas nas bagagens de mão, muitos vôos de vários estados estavam atrasando, por causa da chuva torrencial em LA, aqui quando chovia era assim, o céu desabando. Eu estava desesperada por um cigarro, mas o idiota do segurança não tirava o olho de mim. Comecei a mexer meus músculos, estava parada há muito tempo.


Quanto tempo mais esse vôo ia atrasar?” Pensei, perdendo a paciência. Eu já estava me arriscando vir aqui pra Los Angeles, já tinha ficado tempo demais.


No nervosismo deixei cair sem querer o livro que eu tinha trazido pra ler, “Macbeth”. Peguei e li as primeiras palavras em que meus olhos bateram.


Cena III


Na charneca


Três trovões. Entram as três Bruxas. ”


Malditas palavras. Maldita peça. Maldita tragédia.


Olhei pro detector de metais. E vi. Era o Alec, um que podem-se chamar de “três bruxos”, capangas DELE. Eu já sabia que algo assim ia acontecer, por isso tinha pintado o cabelo e evitava sair do quarto barato de hotel que eu tinha ficado.


Ele não ia me pegar dessa vez. Peguei a caneta e escrevi na borda do livro, “Kátia Bell”. Tinha um senhor do meu lado, o cutuquei ele estava cochilando na cadeira.


-Senhor...Senhor... – Ele me olhou atordoado.


-O quê? O avião já vai sair?


-Não, ainda não. –Olhei nervosa para o detector de metais, Alec agora tirava um papel de uma pasta. Podia ser uma ordem de restrição, um mandado. Qualquer coisa, eu tinha pouco tempo, não ia demorar, para Daniel e Nick aparecerem. Voltei minha atenção para o senhor. –Eu tenho que ir ao banheiro, o senhor pode reparar nas minhas coisas. Prometo que não vou demorar.


-Claro mocinha! Sem problema! – Era um senhor gentil de sotaque britânico.


-Meu nome é Kátia. – Menti. – Qual o nome do senhor?


- Ian Goodman. – Eu sorri.


-Ok, Sir Ian! Não vou me demorar.


Andei devagar para não chamar atenção, tinha muitas pessoas na sala de espera. Eu ia conseguir. Entrei no banheiro feminino, me abaixei pra olhar se tinha alguém, chequei todas as cabines, ninguém. “Sorte”


Peguei a minha mochila e troquei a camisa, coloquei uma camiseta branca do Sex Pistols. Guardei a minha jaqueta preta e soltei o cabelo. Não estava acostumada com o preto, sentia falta do meu loiro. Mas isso ia me ajudar a despistar eles.


“Essa seria uma boa hora para um milagre”


Ouvi um segurança lá fora, perguntar.


-Kristen Stewart, alguém viu a senhorita Kristen Stewart?


To fudida!


Meu coração disparou no meu peito. Se ele tivesse uma foto na mão eu estava ferrada, olhei ao redor. Sem janelas, a saída de ar, era pequena eu não ia conseguir passar.


To fudida!


Por outro lado eu não podia fugir, eu tive trabalho demais pra conseguir dinheiro e passaporte falso pra sair do país. Eu estava limpa há três dias, tinha tomado cuidado pra não deixar nenhuma pista pelo caminho.


Mas ele tem muitos espiões, os três bruxos eram eficientes demais.


O pânico começava a vir à tona. “Como ele tinha me achado?”, olhei o celular. Não pensei duas vezes, não queria deixar rastros. Na primeira privada que vi, joguei fora o celular, ele já tinha me achado assim antes. Não dessa vez!


Eu to muito fudida.


Respirei fundo “Mantenha a calma Kristen”, repeti mentalmente pra mim.


Coloquei a cabeça entre as pernas e respirei fundo, tentei não pensar no pior, o que ele faria se conseguisse me pegar. Definitivamente meu fim, agora minha mão começava a tremer. Senti as paredes tentando me sufocar.


Respire!Respire!Respire!


Ouvi a aeromoça chamar o vôo.


- Vôo 54221, com escala em Nova York para Londres. Embarque imediato na sala doméstica.


Eu senti o ar entrando nos meus pulmões de novo. Eu cheguei até aqui, eu vou conseguir.


Fui até a pia e joguei água no meu rosto.


Sai do banheiro, caminhei com naturalidade e voltei à cadeira do Senhor Ian.


-Desculpe a demora, problemas femininos...


-Você chegou a tempo, meu vôo já vai sair. – Ele falou me entregando o livro.


-O vôo de Londres? Eu também vou.


Quando ele colocou o casaco de lado foi que eu vi, ele estava com uma perna machucada, ele pegou a bengala. Olhei rápido para trás, o lugar onde tinha o detector de metais. Os três estavam lá. Respirei fundo.


-O senhor quer ajuda? – Olhei pro Ian.


-Acho que sim. – Ele gemeu de dor.


Uma aeromoça estava vindo em nossa direção.


-O senhor pode ir à frente, quer que eu ajude com a bagagem de mão?


Me intrometi.


-Eu já estou ajudando ele. – Peguei a mala que estava perto da minha, não era pesada. Aeromoça me olhou torto.


-Nós estamos encarregadas de ajudar os nossos passageiros. – Que vadia.Então o Senhor Ian se manifestou.


-Tudo bem, a Kátia é minha neta. Ela vai me ajudar.


Fiquei surpresa com a mentira bem contada pelo velho inglês.


-Nesse caso, então por aqui. – Ela indicou o caminho, passando a frente da fila.


Caminhei junto com o Ian, ajudando ele com a mala. Evitei olhar para o segurança quando passamos. Ele já tinha dado meia volta, provavelmente pra informar que não tinha achado nenhuma “Kristen Stewart”. Me controlei, para não olhar pra trás. “Consegui”, soltei um suspiro de alívio.


Não tive problemas com o passaporte falso, valeu cada centavo.


No corredor, já longe das aeromoças.


-Não sei de quem você está fugindo mocinha, mas espero que eu tenha feito a coisa certa lá atrás. Mentindo por você!


-Oh, o senhor não tem idéia de como estou agradecida.


Entramos no avião e ajudei-o a se acomodar em uma poltrona da primeira classe. Coloquei a mala na parte de cima e me certifiquei que ele estava bem.


-O senhor vai ficar bem?


-Oh sim, minha jovem!Não se preocupe! – Ele me olhou curioso- Posso te fazer uma pergunta?


Fiquei tensa, mas suspirei e assenti.


-De quem exatamente você está fugindo? – Ian tinha os olhos sábios e tristes. Olhos que podiam ser de meu avô, se eu tivesse conhecido.


-Quem disse que eu estou fugindo? – Ele me encarou com um olhar divertido.


-Escute não me leve a mal!Não quero que pense que sou um bisbilhoteiro ou nada do tipo. É só que vejo que você é uma boa menina, e me preocupei. Só. – Ele disse com sinceridade, mas eu não podia me dar ao luxo de confiar em ninguém.


-Agradeço sua preocupação, o senhor já foi de grande ajuda hoje. – Me abaixei à altura da cadeira dele para poder olhar nos seus olhos. – É só um ex-namorado, ele se diz apaixonado ainda por mim e não quer que eu saia do país.


Menti. Ele pareceu não acreditar, mas continuou.


-Bem- Ian respirou fundo –Se tem uma coisa que eu aprendi nesses meus longos anos de vida é que, você pode fugir ou se esconder, mas cedo ou tarde você vai ter que lidar com o problema.


Eu sabia que ele estava certo, senti o frio correr pela espinha.


Quando o avião finalmente deixou o solo, eu ainda estava preocupada, a sensação de alívio tinha acabado. As palavras de Ian ficaram repetindo na minha cabeça, ele estava errado sobre uma coisa, eu não era uma boa menina. Mas certo sobre outra, não adiantava fugir Ele ia me encontrar, eventualmente. E quando chegasse a hora, eu não tinha idéia do que ele podia fazer comigo. Olhei a capa de “MacBeth” e vi uma aeromoça passando.


-Psiu...- falei baixo e ela virou.


-Você pode jogar isso fora pra mim! – entreguei o livro, ela me deu um olhar estranho, mas pegou-o.


-Obrigada.


Peguei meu i-pod, coloquei uma música qualquer. Pra onde eu ia, não queria levar nenhuma tragédia comigo.
Continua...







Senti uma vontade louca de abraçá-la. Provar que ela não precisava ter medo de mim, segui meu impulso, o pior de todos, de tocá-la. Ela empurrou meu braço com força.

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